[esp]Capacitación refuerza el enfoque de género en la gestión transfronteriza de los recursos hídricos[/esp][port]Capacitação reforça o enfoque de gênero na gestão transfronteiriça dos recursos hídricos[/port]

[esp]En enero, el Proyecto Laguna Merín promovió una formación sobre género y agua orientada a gestores de Brasil y Uruguay[/esp][port]Em janeiro, Projeto Lagoa Mirim promoveu formação para gestores do Brasil e do Uruguai[/port]
18 Feb 2026

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Entre los días 19 y 22 de enero, el proyecto "Gestión binacional e integrada de los recursos hídricos en la Cuenca de la Laguna Merín y lagunas costeras" promovió una capacitación sobre género y agua dirigida a representantes de organismos gestores del agua de Brasil y Uruguay, al equipo de la Unidad de Coordinación del Proyecto (UCP), a socios institucionales y a integrantes del Grupo Asesor Técnico (GAT) de ambos países.

La iniciativa se alinea con el objetivo central del proyecto, que es fortalecer a actores de los sectores público y privado para apoyar una gestión cooperativa de los recursos hídricos en la Cuenca de la Laguna Merín, siendo la formación una de sus estrategias estructurantes. Realizado en formato virtual, con sesiones específicas por país, el curso tuvo una duración total de seis horas y reunió a 46 participantes.

Bajo la conducción de la Especialista en Género del proyecto, Daniela Nogueira, la capacitación se centró en ofrecer herramientas prácticas y estimular una reflexión crítica sobre la relevancia de integrar la dimensión de género en políticas, programas y proyectos, como estrategia para promover una mayor equidad en el sector hídrico y fortalecer la efectividad de la gobernanza transfronteriza. Al abordar la incorporación de la perspectiva de género en la agenda del agua, la actividad reafirma el tema como una directriz transversal en la implementación del Proyecto Laguna Merín.

"Nuestro objetivo fue mostrar como la transversalización de género a la gestión integrada del recurso hídrico puede contribuir a mejorar la gobernanza, la adaptación climática y el uso de agua a todos los niveles", explica Nogueira.

Como parte de una colaboración entre el proyecto y la ANA, los participantes tuvieron acceso a materiales didácticos utilizados por la agencia en los cursos "Agua y género" y "Herramientas para la igualdad de género en la formulación de políticas, planes, programas y proyectos de agua", ampliando el repertorio técnico disponible para su aplicación en los contextos nacionales.

Enfoques de la formación

Las cuatro sesiones de la capacitación – dos destinadas al público brasileño y dos al uruguayo – combinaron contenidos teóricos y prácticos. El primer encuentro se concentró en los fundamentos y en la institucionalidad de género en diferentes escalas, con énfasis en marcos internacionales como la CEDAW (Convención para la Eliminación de Todas las Formas de Discriminación contra la Mujer), la Agenda 2030 y los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS), además de referencias al sistema de las Naciones Unidas y a la actuación de la FAO.

En este contexto, se presentaron conceptos clave, como la distinción entre sexo y género, identidad y estereotipos de género, división sexual del trabajo y las denominadas 'brechas de género' relacionadas con el acceso al agua y el saneamiento, la participación en espacios de toma de decisiones y la distribución del tiempo y del trabajo no remunerado. También se discutieron nociones de género ilustradas con ejemplos del campo de los recursos hídricos.

En el segundo día, tras una revisión colectiva para la alineación conceptual, el debate avanzó hacia una contextualización histórica de la incorporación de la perspectiva de género en la gestión del agua en ambos países, destacando avances, desafíos y brechas. Mientras que el público brasileño abordó en el dialogo los principales marcos legales e institucionales, la inclusión del tema en la Política Nacional de Recursos Hídricos, la participación de mujeres en comités de cuenca y experiencias relevantes, el público uruguayo centró la discusión en políticas e iniciativas nacionales sobre agua y género, en los progresos institucionales y en los desafíos actuales, incluyendo un análisis comparativo con el contexto brasileño.

Recomendaciones y próximos pasos

En el cierre, las personas participantes de ambos países debatieron propuestas para incorporar el enfoque de género en la gestión binacional de la Cuenca de la Laguna Merín, con énfasis en cuatro ejes temáticos: gobernanza transfronteriza, eficiencia económica, sistemas de información y fortalecimiento de capacidades.

"La idea es consolidar un conjunto de directrices, medidas de respuesta y recomendaciones que puedan integrarse al plan de género del proyecto, que actualmente está en proceso de actualización. Para que su implementación sea viable, es necesario crear un Grupo de Trabajo binacional, con actuación enfocada en este territorio, dentro del marco de la agenda de Género y Agua", concluye Nogueira.[/esp]

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Entre os dias 19 e 22 de janeiro, o projeto "Gestão binacional e integrada dos recursos hídricos na Bacia da Lagoa Mirim e lagoas costeiras" promoveu uma formação sobre gênero e água voltada a representantes dos órgãos gestores da água do Brasil e do Uruguai, à equipe da Unidade de Coordenação do Projeto (UCP), a parceiros institucionais e a integrantes do Grupo Assessor Técnico (GAT) dos dois países.

A iniciativa se alinha ao objetivo central do projeto, que é fortalecer atores dos setores público e privado para apoiar uma gestão cooperativa dos recursos hídricos na Bacia da Lagoa Mirim, sendo a capacitação uma de suas estratégias estruturantes. Também dialoga com o tema do Dia Mundial da Água deste ano, comemorado em 22 de março – Água e Gênero –, instituído pela ONU por meio da campanha “Onde a água flui, a equidade de gênero cresce”, e com os ODS 5 (focado na igualdade de gênero e no empoderamento de mulheres e meninas) e 6 (orientado ao acesso universal à água potável e ao saneamento básico até 2030).

Realizado em formato virtual, com sessões específicas por país, o curso teve duração total de seis horas e reuniu 46 participantes. Sob a condução da Especialista em Gênero do projeto, Daniela Nogueira, a formação teve como foco oferecer ferramentas práticas e estimular uma reflexão crítica sobre a relevância de integrar a dimensão de gênero em políticas, programas e projetos, como estratégia para promover maior equidade no setor hídrico e fortalecer a efetividade da governança transfronteiriça. Ao abordar a incorporação da perspectiva de gênero na agenda da água, a atividade reafirma o tema como diretriz transversal na implementação do Projeto Lagoa Mirim.

“Nosso objetivo foi mostrar como a transversalização de gênero na gestão integrada do recurso hídrico pode contribuir para a melhoria da governança, da adaptação climática e do uso da água em todos os níveis”, explica Nogueira, que foi consultora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e colaborou com processos de implementação e monitoramento do ODS 6 (Água e Saneamento) no Brasil.

Como parte de uma parceria do projeto com a ANA, os participantes tiveram acesso a materiais didáticos utilizados pela agência nos cursos “Água e Gênero” e “Ferramentas para a Igualdade de Gênero na formulação de Políticas, Planos, Programas e Projetos de Água”, ampliando o repertório técnico disponível para aplicação nos contextos nacionais.

Abordagens da capacitação

As quatro sessões da formação – duas destinadas ao público brasileiro e duas ao uruguaio – combinaram conteúdos teóricos e práticos. O primeiro encontro concentrou-se nos fundamentos e na institucionalidade de gênero em diferentes escalas, com destaque para os marcos internacionais como a CEDAW (Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, na sigla em inglês), a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), além de referências ao sistema das Nações Unidas e à atuação da FAO.

Nesse contexto, foram apresentados conceitos-chave, como a distinção entre sexo e gênero, identidade e estereótipos de gênero, divisão sexual do trabalho e as chamadas ‘brechas de gênero’ relacionadas ao acesso à água e ao saneamento, à participação em espaços decisórios e à distribuição do tempo e do trabalho não remunerado. Também foram discutidas as noções de neutralidade e cegueira de gênero, ilustradas com exemplos do campo dos recursos hídricos.

No segundo dia, após uma revisão coletiva para alinhamento conceitual, o debate avançou para uma contextualização histórica da incorporação da perspectiva de gênero na gestão da água nos dois países, destacando progressos, desafios e lacunas. Com o público brasileiro, foram abordados os principais marcos legais e institucionais, a inserção do tema na Política Nacional de Recursos Hídricos, a participação de mulheres em comitês de bacia e experiências relevantes. Já no caso uruguaio a discussão concentrou-se nas políticas e iniciativas nacionais sobre água e gênero, nos avanços institucionais e nos desafios atuais, incluindo uma análise comparativa com o contexto brasileiro.

Também foi apresentado um estudo de caso sobre a transversalizarão de gênero na gestão pública: a experiência do Comitê Pró-Equidade de Gênero (CPEG) da ANA.  Criado em 2016, no âmbito do Fórum Mundial da Água, o CPEG tem caráter consultivo. Composto por 13 servidores, com mandato de dois anos, desenvolve ações de inclusão e sensibilização como diagnósticos sobre representatividade e equidade, palestras, atividades formativas e produção de materiais informativos.

Recomendações e encaminhamentos

No encerramento, os participantes dos dois países debateram propostas para incorporar o enfoque de gênero na gestão binacional da Bacia da Lagoa Mirim, com ênfase em quatro eixos temáticos: governança transfronteiriça, eficiência econômica, sistemas de informação e capacitação.

“A ideia é consolidar um conjunto de diretrizes, medidas responsivas e recomendações que possam integrar o plano de gênero do projeto, que atualmente está em processo de atualização. Para viabilizar a implementação, é necessário criar um Grupo de Trabalho binacional, com atuação focada nesse território, no marco da agenda de Gênero & Água”, conclui Nogueira.[/port]